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Servidores da USP aceitam proposta e encerram greve; alunos mantêm e reitoria revoga proposta sobre espaços estudantis

Praça do Relógio, na cidade universitária da USP Divulgação Os servidores técnicos e administrativos da Universidade de São Paulo (USP) aceitaram as prop...

Servidores da USP aceitam proposta e encerram greve; alunos mantêm e reitoria revoga proposta sobre espaços estudantis
Servidores da USP aceitam proposta e encerram greve; alunos mantêm e reitoria revoga proposta sobre espaços estudantis (Foto: Reprodução)

Praça do Relógio, na cidade universitária da USP Divulgação Os servidores técnicos e administrativos da Universidade de São Paulo (USP) aceitaram as propostas apresentadas pela reitoria e assinaram, na quinta-feira (23), um acordo que põe fim à greve iniciada há dez dias. Com isso, parte dos funcionários retomou as atividades nesta sexta-feira (24), enquanto os demais voltam ao trabalho na segunda-feira (27), informou a assessoria da universidade ao g1. Já os estudantes seguem em paralisação. Nesta sexta (24), a reitoria informou que revogou a minuta que tentava regularizar a ocupação de espaços por entidades estudantis, medida que foi um dos motivos da greve (veja mais abaixo). Assinatura do acordo Pela Reitoria participaram da reunião com os representantes do sindicato a coordenadora de Administração Geral (Codage), Adriana Marotti; o chefe do Gabinete do Reitor, Edmilson Dias de Freitas; e o coordenador executivo do Gabinete do Reitor, Gustavo Curcio Adriana Cruz/Jornal da USP Segundo foi divulgado no Jornal da USP, ficou acordada a intenção de instituir um programa de gratificação aos servidores técnicos e administrativos, a Gratificação por Apoio às Atividades Complementares Estratégicas dos Docentes, a ser paga mensalmente, pelo mesmo período em que for paga a gratificação aos docentes. O valor do programa dos funcionários será estabelecido pela divisão do mesmo montante definido para os professores, de acordo os projetos apresentados e aprovados, pelo número de funcionários. Ainda conforme o acordo, a formalização e a implantação da medida envolvem questões a serem consideradas, que extrapolam a autonomia da reitoria para a sua formalização imediata, como restrições decorrentes da legislação eleitoral vigente e a necessidade de submissão e aprovação da matéria pelos colegiados competentes da universidade, em especial a Comissão de Orçamento e Patrimônio (COP) e a Comissão de Legislação e Recursos (CLR). "A administração enfatizou o compromisso de encaminhar oportunamente proposta estruturada de programa de gratificação aos órgãos competentes, de modo a permitir o pagamento dos dois programas de forma simultânea", informa o jornal da USP. A reitoria também se comprometeu a estudar a formalização jurídica que permita o abono das horas não trabalhadas em períodos de “pontes” de feriados e recesso de final de ano. A modelagem da proposta será elaborada e apresentada na reunião da Comissão Permanente de Relações do Trabalho (Copert), prevista para o mês de junho, informou o Jornal da USP. Posteriormente, a proposta deverá ser discutida em instâncias administrativas da Universidade, visando a conferir segurança jurídica à medida. Outro item que fez parte do acordo foi a intenção de implementar soluções que assegurem aos trabalhos terceirizados condições de deslocamento análogas às atualmente oferecidas aos servidores da USP, como a possibilidade da estruturação de sistema de transporte interno gratuito no âmbito da universidade. Greve dos estudantes Estudantes da USP na zona oeste da capital paulista fazem greve e montam barricadas como forma de protesto. RAUL LUCIANO/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Estudantes de pelo menos 15 faculdades e institutos da Universidade de São Paulo continuam em greve desde 14 de abril. A paralisação atinge unidades na capital paulista e no interior. Entre os participantes estão alunos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, da Escola de Comunicações e Artes, de Arquitetura, Urbanismo e Design e da Escola de Enfermagem da USP. Os estudantes reivindicam melhores condições de permanência, com aumento no valor das bolsas, e cobram melhorias na qualidade dos serviços dos restaurantes universitários. O movimento tem apoio do Diretório Central dos Estudantes (DCE). Nesta sexta-feira (24), a reitoria emitiu um comunicado informando que reforça que não há nenhuma intenção da retirada dos espaços estudantis na universidade. "A minuta referente à utilização dos espaços estudantis está revogada. Um grupo de trabalho será constituído com representação estudantil para a discussão das estratégias de regularização desses espaços para garantir maior segurança jurídica, transparência e conformidade com a legislação aplicável ao patrimônio público tanto para a universidade quanto para os estudantes", afirmou. Ainda conforme o comunicado, ficou agendada para o dia 28 de abril, às 14h, uma reunião de negociação com os representantes definidos pelos estudantes. Procurada no dia 22 de abril, a reitoria da USP afirmou que mantém uma política de apoio à permanência estudantil. Disse ainda que equipes técnicas apuram os problemas relatados nos restaurantes e que medidas administrativas estão sendo adotadas. Greve na USP reúne estudantes de 15 faculdades